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Um dos grandes problemas com os netbooks disponíveis atualmente é a falta de opções de modelos com teclados ABNT2. Quase todos são importados e trazem os manjados teclados US_intl, voltados para o mercado americano: Quem é das antigas, não vai ter grande problemas com eles, já que provavelmente aprendeu a digitar usando um teclado US e só depois migrou para os ABNT2, mas para quem sempre digita usando a versão nacional, mudar para um US resulta em muitos erros e uma velocidade de digitação muito mais baixa. Apesar dos pesares, é bem simples converter o teclado em um ABNT2, desde que você não se importe em usar um pouco de adesivo para remarcar as teclas. O primeiro passo é alterar a configuração do teclado, especificando que você tem um teclado ABNT2, com o layout “Brazil” e o mapa “br”, exatamente como faria ao utilizar um teclado com o Ç. Isso alterará a disposição das teclas, fazendo com que o “: ;” dê lugar ao “Ç”, o ” ‘” ” dê lugar ao “~ ^” e assim por diante. Quase todas as teclas continuarão disponíveis, com exceção das teclas “/ ?” e “\ |”, que são teclas adicionais do layout ABNT2: Além da dupla, você pode notar a falta de outras teclas caso o notebook use algum layout de teclado modificado. Estas teclas ausentes podem ser remapeadas para outras teclas que você não use, como a tecla Ctrl direita ou a tecla Menu. No Linux isso pode ser feito usando o xmodmap, um pequeno utilitário de linha de comando que permite definir funções e remapear as teclas. O primeiro passo é descobrir os códigos das teclas que você deseja remapear. Para isso, abra um terminal e rode o comando “xev”. Ele abrirá uma pequena janela que monitorará os toques no teclado. Ao pressionar cada tecla, ele exibe um conjunto de informações sobre ela, como em: KeyRelease event, serial 34, synthetic NO, window 0×4000001, Entre todas as informações, o que interessa é o keycode da tecla, informado na terceira linha. No exemplo, pressionei a tecla menu, que retorna o keycode 117. Para atribuir a ela a função da tecla “\ |”, que não está presente no teclado, o comando (executado com seu login de usuário, não como root) seria: $ xmodmap -e “keycode 117 = backslash bar” Se você quisesse usar a tecla Windows (keycode 115), bastaria trocar o código da tecla ao executar o comando, como em: $ xmodmap -e “keycode 115 = backslash bar” Para usar a tecla Ctrl direita (keycode 109) no lugar da tecla “/ ?”, o comando seria: $ xmodmap -e “keycode 109 = slash question” Você pode estar se perguntando como descobri que o “nome científico” da tecla é “backslash bar”. Na verdade é bem simples, basta ir em outro micro (onde a tecla seja reconhecida normalmente) e usar o xev para descobrir o nome correto do caractere para a tecla minúscula e para a maiúscula, que é também informado na terceira linha. No caso da tecla “~^”, por exemplo, você teria: KeyPress event, serial 34, synthetic NO, window 0×4000001, KeyRelease event, serial 34, synthetic NO, window 0×4000001, Para remapear a tecla, bastaria informar o keycode da tecla que receberá as funções, como em: $ xmodmap -e “keycode 48 = dead_tilde dead_circumflex” O xmodmap pode ser usado para remapear qualquer outra tecla que eventualmente não seja reconhecida pelo sistema, o que você queira trocar de posição por comodidade. Ele pode ser usado também para desativar a tecla Caps_Lock, usando os comandos: $ xmodmap -e “keycode 66 = Caps_Lock” Como de praxe, a configuração é perdida quando você reinicia o micro, ou faz logout. Para que ela se torne permanente, você tem basicamente duas opções. A primeira é simplesmente adicionar os comandos no final do arquivo “/etc/profile”. Isso fará com que eles sejam executados sempre que você abrir um terminal. Para que eles sejam realmente executados logo que o KDE ou o GNOME é aberto, é necessário adicioná-los no final do arquivo “/etc/profile.d/kde4.sh” (para o KDE 4), “/etc/profile.d/kde.sh” (para o KDE 3) ou “/etc/profile.d/gconf.sh” (para o GNOME). Não preciso dizer que você deve ter cuidado ao editar estes arquivos, já que eles são essenciais para o carregamento do ambiente gráfico. Simplesmente adicione as linhas no final do arquivo correspondente, sem alterar as demais. Se você tem o hábito de sempre trabalhar com um terminal aberto, pode também adicionar os comandos no final do arquivo “.bashrc” dentro do home. Ele é executado sempre que você abre qualquer terminal, ativando o remapeamento das teclas: xmodmap -e “keycode 66 = Caps_Lock” No Windows o remapeamento das teclas pode ser feito usando o SharpKeys, que está disponível no: http://www.randyrants.com/2008/12/sharpkeys_30.html Dentro do programa, basta usar o “Add”, pressionar a tecla que será remapeada e em seguida pressionar ou indicar na lista qual tecla será atribuída a ela. Você pode também usar o teclado onscreen do Windows para indicar teclas que não estão presentes no teclado (use as opções de teclado de 105 e 106 teclas no menu para que as teclas / e \ sejam mostradas): A tecla “\ |” corresponde ao “Unknow:0×0056? na lista e a “/ ?” ao “Unknown 0×0073?. Além das duas. Você pode usá-lo para remapear outras teclas e também para desativar o Caps Lock, transformando-o em uma terceira tecla Shift: O SharpKeys salva a configuração das teclas remapeadas diretamente no registro, por isso não é necessário deixar nenhum utilitário residente sugando os recursos do sistema. Basta executá-lo uma vez, salvar e reiniciar o Windows. Para concluir, temos a questão visual, que será o seu obstáculo final. A menos que você digite exclusivamente por toque, o “conflito” entre o que está marcado nas teclas e a função vai passar a atrapalhar, o que pode ser solucionado com um pouco de adesivo para remarcar as teclas, indicando a nova função. Essa é a parte onde vale a criatividade. Para quem não quer transformar o teclado em uma ferramenta de expressão artística, existem também “kits de conversão”, que podem ser encontrados em sites de leilão e em algumas lojas. Eles incluem adesivos prontos, que podem ser recortados (os adesivos são originalmente do tamanho de teclas regulares, maiores que as teclas dos netbooks) e colados diretamente. Em qualquer um dos casos, se você chegar à conclusão de que os adesivos não valem à pena basta retirá-los e voltar à configuração original. |
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Heraldo Orato
24 de Maio de 2010 at 6:36
amigo, desculpe a ignorancia do macaco. Achei o seu post tentando aprender como usar a contra barra do meu notebook (HP SV-3110-sf)
Nao entendi (nao sou do ramo) o que voce quer dizer com console (lugar onde devo digitar o comando xev)
voce pode me ajudar